Qual é o lugar das convicções religiosas no espaço público de uma democracia constitucional? Em um cenário de profunda polarização, esta obra enfrenta com coragem e rigor conceitual uma das questões mais decisivas da atualidade: como harmonizar o fato do pluralismo razoável com as exigências da justificação pública. Ao investigar as fronteiras entre fé, política e direito, o autor analisa o fenômeno das competições eleitorais sob a lente de grandes pensadores contemporâneos, como John Rawls, John Finnis e Jürgen Habermas, propondo uma reflexão original sobre a legitimidade dos argumentos religiosos na esfera política.
De forma inovadora, este livro oferece uma ponte entre a filosofia política e a realidade jurídica brasileira. Através do exame do paradigma da sociedade pós-secular, a obra propõe uma "razão pública natural" que desafia a exclusão apriorística da religião, e defende uma laicidade colaborativa que respeite a integridade dos cidadãos crentes sem ferir a autonomia do Estado. É um convite indispensável para juristas, cientistas políticos e estudiosos da religião que buscam compreender os fundamentos de uma democracia que, para ser verdadeiramente livre, deve ser capaz de dialogar com suas múltiplas racionalidades.