Como conciliar liberdade de empresa com responsabilidade estrutural? Como redefinir o papel da empresa em um mundo marcado por desigualdades, colapsos ambientais e desconfiança institucional? Este livro propõe uma resposta original. Não se trata de impor à empresa uma função social externa, mas de reconstruí-la como uma instituição capaz de gerar valor com legitimidade. A tese central é demonstrada de maneira inequívoca. O lucro continua legítimo, mas a permanência da empresa atual exige sua conciliação entre livre iniciativa, coerência, impacto e propósito.
Ao articular direito, economia e teoria da empresa com rara lucidez, José Andrés Lopes da Costa mostra que a transformação do modelo empresarial não é apenas desejável, mas estratégica. A empresa do século XXI não pode mais ser neutra. Precisa ser relevante, confiável e regenerativa. Esta obra não oferece uma utopia normativa e tampouco ideologiza o debate, mas constrói um projeto realista de transição institucional, capaz de reposicionar a empresa como vetor de inovação, estabilidade e confiança em uma nova economia política.