Há sistemas tributários que envelhecem porque tentam aperfeiçoar o que já não responde às perguntas do seu tempo. Este livro nasce do desconforto com essa insistência. Em uma economia digital, veloz e plenamente rastreável, seguir tributando o consumo com instrumentos pensados para cadeias produtivas lineares é como insistir no mapa quando a estrada já mudou. Aqui, o imposto deixa de ser um labirinto técnico e retorna à sua função essencial: arrecadar sem distorcer, financiar o Estado sem aprisionar a economia.
A obra propõe um deslocamento de eixo — da produção para o consumo stricto sensu — apoiado na infraestrutura contemporânea de pagamentos e na tradição sólida das finanças públicas. Não se trata de romper com o passado, mas de escutá-lo com honestidade intelectual. Ao conjugar teoria, experiência institucional e visão de futuro, o livro convida o leitor a repensar a tributação como instrumento de ordem, liberdade e justiça fiscal, onde o simples volta a ser virtuoso e o moderno, finalmente, faz sentido.