Em tempos de direito à deriva – entre um positivismo que esqueceu a justiça e um ativismo que a inventa arbitrariamente –, este livro oferece um reencontro rigoroso e necessário com as bases que tornaram o direito uma disciplina inteligível, racional e perene. Por intermédio de um erudito passeio pela história do direito natural – desde sua criação e consolidação na Grécia Antiga, com as investigações socrática, platônica e aristotélica sobre a justiça, passando pela experiência jurídica romana e as contribuições luminosas de Cícero e Santo Agostinho, até atingir seu cume intelectual em Santo Tomás de Aquino –, o autor demonstra que o jusnaturalismo clássico não é um sistema dogmático ou um retrocesso medieval, mas uma teoria profundamente realista, fundada na razão prática. Ao desmascarar as falsas críticas ao direito natural e apontar no racionalismo abstrato moderno uma deturpação da teoria clássica, o autor restitui o método prudencial-retórico como o caminho seguro entre o formalismo excessivo e o decisionismo estéril. Uma obra essencial para juristas e estudantes que ainda acreditam que o verdadeiro fim do direito é o justo concreto e que a razão, bem orientada, é o único mapa confiável para uma ordem social fundada no bem comum.