Por que, mesmo sendo maioria do eleitorado, as mulheres continuam sub-representadas no Poder Legislativo brasileiro? Este livro parte dessa pergunta para revisitar os fundamentos da democracia representativa no Brasil e mostrar como o sistema proporcional de lista aberta — ao valorizar o desempenho individual e a disputa interna entre candidatos do mesmo partido — acaba por reproduzir desigualdades históricas de gênero, mesmo diante de cotas legais já existentes.
A partir de um diálogo com autoras e autores como Hanna Pitkin, Anne Phillips e Norberto Bobbio, e de exemplos concretos de países como Argentina e México, a obra defende que a lista fechada com alternância obrigatória de gênero é um caminho mais efetivo do que a simples reserva de cadeiras — hoje em debate no Congresso Nacional. Um livro para quem se interessa por direito eleitoral, ciência política e pelos desafios da igualdade de gênero na democracia brasileira.