A prisão, deslocada do contexto histórico que lhe deu forma e ineficaz no combate à criminalidade, é um instituto desacreditado e irrecuperável. Se outrora ela foi um passo adiante à antiga punição exercida via castigos corporais, porque eram cruéis, desumanos e ineficientes na redução da criminalidade, e chegaram a um limite tal que a substituição por outra forma de controle se fez necessária, hoje a prisão recebe as mesmas críticas, pois também é obsoleta na diminuição de delitos e atinge de forma cruel e violenta toda a população aprisionada, e a lógica da substituição imposta ao fracassado modelo punitivo gestado no pós Idade Média agora se renova para reclamar também a sua substituição por uma técnica de controle diferente, mais humana e racional.