Quem define quem deve ser punido? Por que o cárcere brasileiro é ocupado, majoritariamente, pelos mesmos grupos sociais? E qual é o papel da mídia na construção do medo e na legitimação de políticas cada vez mais punitivistas? Partindo dessas inquietações, esta obra revela que o encarceramento em massa não é fruto do acaso nem mera resposta ao aumento da criminalidade, mas expressão de um modelo de poder que seleciona seus inimigos, naturaliza a exclusão e transforma a pobreza em alvo preferencial da repressão estatal. Ao articular Direito Penal, filosofia, teoria crítica e comunicação social, a autora demonstra como a aporofobia, o Estado de Exceção e o Direito Penal simbólico alimentam um discurso que fragiliza direitos fundamentais em nome de uma aparente segurança.
Mais do que denunciar as contradições do sistema penal brasileiro, este livro convida o leitor a questionar narrativas consolidadas e a compreender como o medo pode ser convertido em instrumento de controle social. Com sólida fundamentação teórica e análise crítica da realidade contemporânea, a obra oferece uma leitura instigante e necessária para juristas, pesquisadores, estudantes e todos aqueles que acreditam que a democracia somente se fortalece quando a dignidade humana e os direitos fundamentais são reconhecidos como patrimônio de todos, e não como privilégios de poucos.