Muitas pessoas acreditam que a sanção nada mais é do que uma pena criminal, simbolizada pela prisão. Uns podem compreendê-la como o sentido de justiça. Outros, como um modelo que visaria exclusivamente o controle social em benefício de uma minoria detentora do poder, que atua como se representasse o consenso majoritário.
Neste contexto, cientistas apontam que nossos sistemas jurídicos estão em crise. Superlotação, violação de direitos e uma crescente sensação de insegurança nas ruas e em casa nos fazem questionar: para que serve, afinal, a punição? O sistema falhou?
Ricardo Gagliardi argumenta que para entender o problema de hoje, precisamos voltar ao início de tudo. No primeiro volume da coleção “Sanção”, ele propõe uma investigação arqueológica. A investigação começa onde a história não era escrita, nas cavernas, e avança entre grandes civilizações — Egito, Babilônia, Grécia. Índia e Roma — sociedades originárias sul-americanas — e momentos posteriores mais recentes — decifrando em costumes, pedras e papiros, o embrião de nossos sistemas jurídicos.
Este livro não é apenas para juristas ou historiadores. Mais do que um estudo acadêmico, esta é uma obra provocadora que usa as evidências do passado para diagnosticar os equívocos e as contradições do direito contemporâneo. Prepare-se para desconstruir suas certezas sobre justiça, poder, normas, e a própria natureza humana. Uma leitura fundamental para entender o passado e repensar o nosso pre¬sente, pois: “Justiça equilibrada, humanidade inclusiva”.